"(...)O trabalho começa com a bidimencionalidade do papel, passa pelo objeto, e aos poucos se expande ao espaço e aos grandes ambientes até chegar ao espaço urbano. (...)" pág 16
"(...)No Brasil, estas experiências nascem do encontro entre poetas e artistas plásticos nos períodos Concreto e Neoconcreto nos anos 50/60. Foi nesses momentos que o cenário brasileiro começou a demonstrar gosto pelo Livro-objeto. Estas experiências foram fundamentais para sublinhar aspectos formais e sonoros das palavras e estabelecem uma integração cada vez mais estreita entre imagem e palavra.(...)explorando a forma enquanto narrativa." pág 16 e 17
"(...)Em decorrência desse período, surgem os Livros-objeto de Augusto de Campos
e Julio Plaza (Poemóbiles, Objetos Poemas e Caixa Preta). (...)Lygia Clark, Artur Barrio, Antonio Dias, Mira Schendel, Waltercio Caldas, Alex Hambúrguer, Renina Katz e Lygia Pape são alguns dos artistas brasileiros que produziram Livros-objeto.(...)“dentre os brasileiros, Waltercio foi quem mais produziu obras-livro de
maneira mais sistemática”." pág 17
"(...)a razão primordial de ser do livro é a de
transmitir conhecimentos. Estes conhecimentos há tempos extrapolaram sua leitura
textual e foram sistematicamente potencializados com imagens e vice-versa. Unindo-se
às experiências apresentadas, o design gráfico se mostrou como campo de ação
importante no sentido de abrir caminho para outras interações e não apenas da leitura
do texto." pág 17
"(...)Tradicionalmente como é conhecido, há muito solicita a atenção do leitor para elementos que não estão no conteúdo do texto propriamente dito. Basta observar o cuidado de seus confeccionadores na escolha do papel, da tipografia, na encadernação, no formato, na inserção das ilustrações e na diagramação que oferece uma enorme gama de possibilidades de configuração. As experimentações buscaram desdobramentos em sua forma, funcionalidade, materialidade, articulando inúmeras possibilidades na imagem, escrita e meio." pág 18
9 de setembro de 2008
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